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A força de trabalho é remunerada através do salário, é com esse rendimento que o trabalhador paga as suas despesas familiares, pessoais, sociais, escolares, etc.
Mantendo-se o rendimento profissional, quanto menores forem os custos decorrentes das deslocações, maior será o montante libertado para ser usado em atividades de lazer, como por exemplo o gozo dumas férias ou o pagamento das mensalidades do ginásio.
Por vezes os custos das deslocações são de tal forma elevados, que os trabalhadores têm de recorrer a transportes públicos, grande parte das vezes aumentando o tempo despendido com as mesmas, mas tornando-as mais baratas. Fazem-no porque apesar de ser mais cómoda a utilização da própria viatura, o consumo de combustível, as portagens, o desgaste e consequente manutenção da viatura, são economicamente incomportáveis para muitos trabalhadores, com salários discretos.
Uma longa viagem pode ser mental e fisicamente desgastante. Quando chega a casa o trabalhador geralmente não tem a mesma energia que tinha quando se levantou de manhã e saiu para o trabalho. Se mora com um parceiro, muitas vezes ele recebe o maior impacto, ou porque pode estar demasiado cansado para cozinhar, assistir a um filme ou sair para socializar com os amigos. As atividades mais apreciadas podem começar a dissipar-se, e isso pode prejudicar os relacionamentos familiares e sociais. A menos que o trabalho pareça mais valioso do que marido ou esposa, filhos, família em geral ou amigos, geralmente esse longo trajeto não vale a pena e acaba por ser um grande problema.
Por vezes, ir levar ou buscar os filhos à escola, ir ao supermercado comprar algo e preparar o jantar, além de permitir uma refeição mais saudável e mais barata, permite ajudar e estar mais tempo com as pessoas de quem gostamos, em ambiente familiar ou social; estes momentos afetivos são muito importante para reduzir o impacto que o stress do trabalho e das deslocações, têm no dia-a-dia dos trabalhadores.
Diariamente, milhares de pessoas em Portugal e milhões em todo o mundo percorrem grandes distâncias e perdem demasiado tempo em viagens para o local de trabalho, prejudicando a sua saúde mental e física, a sua produtividade, a relação familiar e social e o ambiente.
A Natureza está doente, fenómenos climáticos extremos ocorrem em quantidade e com força destruidora nunca vista anteriormente. Os últimos 5 anos, foram a nível global os mais quentes da História, em breve haverá regiões da Terra sem acesso a água e zonas costeiras a serem alagadas pela subida da água dos mares, provocada pelo degelo dos icebergues nos Polos.
Sejam as deslocações diárias ou ocasionais, seja qual for o motivo, o destino ou o meio de transporte usado, elas poluem sempre de alguma forma, seja uma poluição visual, sonora, do ar, da água ou da terra. Deslocações diárias “de” e “para” o trabalho, sejam em viaturas próprias movidas a diesel (pior cenário), seja em transportes públicos movidos a energia elétrica, ou melhor ainda, a energia solar; todas poluem, por isso o efeito dos trabalhadores reduzirem o tempo que gastam em deslocações, tem sempre um impacto positivo no Ambiente.
Ninguém gosta de começar o dia na incerteza se vai conseguir apanhar o autocarro, se vai apanhar um acidente e chegar atrasado ou se vai haver uma greve nos transportes, que o impossibilita até de ir trabalhar.
Esta incerteza, este stress diário, logo pela manhã, prejudica gravemente a saúde potenciando ataques cardíacos, vulnerabilizando o corpo humano deixando-o mais desprotegido para ser atacado por vírus ou depressões. A ansiedade e a angústia diária de uma demorada viagem de ida e volta para o emprego, além dos problemas de saúde, leva a trabalhadores facilmente irritáveis, conflituosos, prejudicando gravemente a sua produtividade, podendo num caso mais extremo, custar-lhe o emprego.
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